Instalar o Ubuntu em um Pendrive, preparando para o AptOnCD. parte 1


ubuntu-logo001Quando se é feita uma instalação do Windows no PC de alguém é apenas instalado o S.O deixando o PC apto apenas para navegação na internet e as vezes nem isso. Depois começa-se o ritual de instalação de Anti-Vírus, aplicativos de gravação de CD’s DVD’s, office, codecs, etc e tal. Isso sem falar nos drivers de muitos dispositivos.

Quando a instalação é de uma distribuição Linux, seja ela Fedora ou Ubuntu, para citar apenas duas, o usuário além de ter uma instalação mais rápida ao término da mesma já esta instalado suite de escritório OpenOffice, gravador de CD/DVD, programas para torrent, aplicativo de bluetooth, cliente de mensagens instantaneas , editor de imagens, firewall e não vai precisar instalar anti-vírus e no que diz respeito a hardware tem um ótimo reconhecimento.

Tanto no caso do Windows quanto no do Linux, os codecs necessários para se assistir um DVD ou ouvir/ver arquivos mp3 e rmvb tem que ser instalados manualmete, por mais automático que seja o processo em ambos os casos não são default.

Agora vamos supor que tenhamos que por alguma desventura do destino, ter que formatar o nosso preciso HD. No caso Windows se você for uma pessoa organizada é só ter guardado os .EXEs e instala-los novamente, sem a necessidade de baixar novamente o mesmo não acontece no Linux, até hoje. No texto que se segue vou demonstrar como usar a ferramente AptOnCD, que faz um CD/DVD com todos os aplicativos instalados via apt-get (pena não ter ferramenta igual no Fedora) no Ubuntu 9.10, para que possa ser restaurado ou instalado em outra máquina que não tenha Internet.  Mãos a Obra.

Receita do Bolo

Igredientes:

Um CD virgem.

Um pendrive de 2 GB.

Modo de preparo.

Baixe a .iso do Ubuntu 9.10 e copie para um CD préviamente comprado. De o Boot pelo CD na sua máquina e reserve.

Pegue o Pendrive de 2GB e conecte em uma porta USB livre e espere o sistema reconhecer o pendrive.

Agora vá em Sistema – Administração – Criador de Disco USB inicializável.

Na tela que se abrir clique no botão “OUTRO” para escolher a imagem .iso (aquela que foi gravada no CD).

No “Disco a ser usado” vocẽ escolhe qual o pendrive (caso haja mais de um) vai ser instalado a .ISO do Ubuntu.

Na parte de baixo, “Armazenados no espaço adicional reservado” você coloca o quanto der, no caso vai ser por volta dos 1,3 GB, esse espaço sera reservado para instalação de programas no seu Pendrive e configurações feitas por você.

Clique em Criar um disco Inicializável e espere, vai demorar um pouco e pronto, se tudo deu certo quando você der boot pelo Pendrive vai iniciar o Ubuntu que esta nele.

Caso você queira ao invés de fazer o processo apartir do live-cd pode instalar no hd e depois fazer o processo acima, uma vez que o que nós queremos é usar o Pendrive em uma máquina com internet para transportar os programas instalados para nossa máquina sem  Internet ou simplesmente não precisar baixar tudo denovo.

Bem como o Texto ficou muito grande eu vou colocar a parte do AptOnCD no proximo post, Se não vai ficar muito cansativo de se ler.

Por enquanto vocẽ pode ir instalando e configurando o que quiser no seu pendrive bootável e, have fun.

**Dica: Troque a senha do usuário do pendrive, pois caso você tenha que fechar a sessão, entre novamente sem precisar reiniciar a máquina.

$sudo passwd ubuntu  -> o sistema vai pedir a nova senha e a confirmação.

usb_inicializavel

18 Responses to Instalar o Ubuntu em um Pendrive, preparando para o AptOnCD. parte 1

  1. Pingback: AptonCd, finalmente. Várias ScreenShots. Parte final. « O Seo Messias

  2. filipe disse:

    eu keria era instalar ele no pen em modo persistente nao live ae esse tutorial ajudo mt qualquer marmota sabe fazer isso, poxa isso nao ajuda em nada, o dificil e instalar o ubunto modo persistente

  3. filipe :

    eu keria era instalar ele no pen em modo persistente nao live ae esse tutorial ajudo mt qualquer marmota sabe fazer isso, poxa isso nao ajuda em nada, o dificil e instalar o ubunto modo persistente

    Meu caro amigo “filipe” o que você entende por modo persistente? Eu entendo que modo persistente é um modo que você possa fazer alterações e instalar programas (desde que o pendrive tenha tamanho suficiente) e que essas modificações permaneçam no próximo boot. Caso seja isso que o Sr esteja falando o tutorial cumpre sim esta prerrogativa.
    Quanto a dificuldade de instalar no pendrive sei lá do modo que você quer eu não vejo dificuldade alguma. Obrigado e não volte sempre.

  4. Augusto Cesar Nunes disse:

    Prezado amigo,

    Gostei muito do seu post relativo a instalação persistente do Ubuntu Linux 9.10 em um Pendrive. Funcionou 99% comigo, visto que já apanhei bastante com alguns tutoriais encontrados aqui na Internet (para o 8.04), e sua orientação sobre o uso “Criador de Disco USB Inicializável” ajudou muito.

    Acontece que quando dou o boot com o Pendrive conectado, a carga do sistema “sempre” vem com a opção igual a do LiveCD: Testar o Ubuntu sem efetuar qualquer modificação; Instalar; etc…

    Poderíamos trocar maiores informações sobre como evitar isso, pois a situação é a seguinte:

    – Estou desenvolvendo um projeto onde não haverá HD na máquina, apenas o CD, fazendo o papel o HD Principal;

    – Neste “HD” (no caso o Pendrive de 16 Gb), obrigatóriamente deverá conter: o Ubuntu Linux + JAVA JDK ou JRE + JMF (Java Media Framework) + minha aplicação (com imagens, áudio, vídeo e textos) + dados do cliente;

    – A máquina ao ser ligada deverá dar o boot pelo pendrive, carregar a minha aplicação e deixar por conta do usuário utilizar a mesma, sem alterar nada, apenas “percorrendo” as opções que disponibilizo.

    Seria possível dar uma ajuda ao amigo aqui?

    Agradeço a sua atenção e fico no aguardo de um contato.

    Atenciosamente,

    Augusto Cesar Nunes

  5. Augusto Cesar. Quando eu chegar em casa vou tentar, mas adianto o seguinte: Depois que estiver instalado no pendrive não seria o caso de mudar a opções do Grub de inicilização?
    Entrando nas configurações do grub do pendrive pode-se tirar as outras entradas e retirando o tempo o boot fica imediato.
    Espero que tenha ajudado.

  6. Augusto Cesar Nunes disse:

    Douglas, mas teria como eliminar a parte inicial de exibição daquele menu de escolha, de tal forma que já entrasse com o Grub ? Entrei no diretório /boot/grub e verifiquei o grub.conf, porém não encontrei nenhuma entrada relativa a exibição do Menu que aparece igual ao LiveCD.

    Vamos manter contato.

    Abraços,

    Augusto

  7. Vou checar isso. Mas acho que dá sim.

  8. Augusto Cesar Nunes disse:

    Olá, Dougas,

    Conseguí resolver o problema da seguinte forma:
    – Dei boot pelo LiveCD normalmente;
    – Conectei o pendrive e iniciei a instalação;
    – na 4a. etapa da instalação, quando é dada a oportunidade de escolher o local, cliquei sobre a barra de redimensionamento de partições e foi-me exibido o pendrive como um local passível de instalação;
    – Aí seguí normalmente…!!!

    Após o reboot com o pendrive conectado, tudo funciona perfeitamente, fazendo login, etc…

    Obrigadão aí pela ajuda e qualquer coisa é só entrar em contato.

    Augusto

  9. Wolowitz disse:

    A foto das meninas vem junto????

    Acho que vou migrar do slack para o ubuntu rsrs

  10. Adir Carvalho da Silva disse:

    Ola! saudaçoes a todos.
    Tenho tentado me adaptar ao linux Ubuntu, e ntenho muita pratica, baixei a versão 9,10 mas não consigo dar boot pelo cd, ja muidei as opçoes de boot e t mais.
    A respeito do nosso companheiro ai de cima penso que toda informaçao por mais simples q seja e por mais q pareça obvia, ela tem que ser levada em consideração pois nem todos somos “experts” como ele…

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  13. Davi Braga da Rocha disse:

    Augusto Cesar Nunes,

    Entendi bem o que você deseja fazer, mas alguém já te avisou que um pen-drive não é uma boa idéia pra isso? As memórias do tipo flash (as que tem no pen-drive) tem uma boa qualidade e resistem bem, mas não foram feitas para gravação contínua de dados, como a que ocorre em um disco rígido onde um Sistema Operacional está instalado, seja ele qual for.

    Já queimei alguns pen-drives antes de perceber isso, seja instalando S.O.s neles, ou usando banco de dados com a gravação direto no pen-drive. Em nenhum dos dois casos deu muito certo, os pen-drives queimaram após pouco mais de 1-2 meses de uso. Não seria mais fácil colocar um HD de baixa capacidade (40-80 GBs) pra fazer isso? o preço é quase o mesmo que um pen-drive de 16 GB….

    Lembre-se, é apenas uma sugestão minha que já passei por problemas semelhantes…

  14. Douglas disse:

    É uma grande falta de responsabilidade dizer que o Linux não precisa de antivirus. Atualmente são mais de 90% de máquinas rodando Windows. Não seja seja por isso, como também a maioria é usuário doméstico, que o faz leigo em computação. Isso torna o Windows a melhor plataforma para o que não tem o que fazer da vida criarem programas maliciosos, os chamados virus. Porém é incorreto afirmar que o Linux não precisa de antivirus, tanto que existe antivirus para ele. Se, algum dia, esse sistema se popularizar tanto como o Windows, ou seja, sai da zona fria dos 10% (que não é pra menos, afinal o logo é um pinguim) e chegar na casa dos 30 pra frente, sem dúvidas esse sistema perderá sua fama de seguro e bla bla bla, pois também passará a contar com inumeros programas maliciosos.

  15. Respondendo ao meu Chara “Douglas” – O que faz o Linux mais seguro que o Windows são basicamente dois fatores:
    1 – Modo como é desenvolvido – se um vírus é criado com base em uma falha do próprio sistema ou programa, esta falha é corrigida bem mais rápido do que no Windows ou seja, não é o problema do vírus e sim a forma como é evitado, sendo assim o cara que gastou um tempinho desenvolvendo um programa malicioso vê que em um espaço curto de tempo já corrigiram a falha que ele explorava resultado: volta para viralizar o windows.

    2 – as diretrizes de segurança e a mentalidade dos usuários – no linux para se instalar um programa tem ser digitada a senha do root (super usuario) em uma ambiente de trabalho o usuário normal não terá acesso a esta senha, em uma ambiente doméstico temos dois casos a) usuário que conhece o funcionamento do Linux, este usuário não instalará qualquer programa, pois entende do que esta fazen e b) usuário recém chegado do windows, se ele chegar a instalar o Linux em dual-boot ja vai ser um bom começo, mas mesmo assim não esta familiarizado com instalação, limitando a usar programas do repositórios (via apt-get e yum por ex.) este não conseguirá instalar um programa malicioso a não ser que o hacker invada os repositórios e instale vírus nos Servers, mas se ele conseguir fazer isso para que vai querer infectar desktops.

    Finalizando este comentário post: Não é o sistema em si que é seguro é como ele foi arquitetado e como ele é usado que o torna mais seguro e isto não vai mudar mesmo que tivesse 50% do mercado, agora um Windows nas mãos de um bom usuário também é seguro. Sem levantar bandeiras cada um tem que usar o sistema que se sente mais confortavel e aprender o máximo que puder a respeito do mesmo.

    Valeu.

  16. haduguet disse:

    gostei mesmo foi das UBUNTETES

    e com elas será que vai precisar de cd virgem tb? tem mais cara de regravável.

  17. celio disse:

    Ola, eu instalei o ubuntu 9.10 em um pen drive em modo normal, como um sistema operacional, ou como se fosse o disco rigido, uso ele normalmente, sem nenhm problema. Ele a penas fica um pouco mais lento que no disco ridido, mas da pra trabalhar normal.

  18. Leo Caseiro disse:

    Rachei o bico com a foto das minas rsrs

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